

Em alusão ao mês de conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), celebrado em abril, a Secretaria de Saúde (SS) da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) realizará, na próxima quarta-feira, 15, das 9h às 11h, uma ação informativa na Farmácia Central, localizada na Avenida Itamar Franco, 982, no Centro.
Durante a atividade, serão distribuídas cartilhas informativas, laços da campanha e um guia com orientações sobre como solicitar a Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Ciptea). A programação inclui ainda dinâmica de perguntas e respostas, além de orientações sobre sintomas, diagnóstico, tratamento, educação e direitos das pessoas com TEA.
De acordo com a farmacêutica supervisora da Farmácia Central, Juliana Marques Martins, a disseminação de informações é fundamental para reduzir estigmas e ampliar o acesso a direitos. “Existem muitas famílias atípicas e é importante ampliar o diálogo sobre o tema, contribuindo para o enfrentamento de preconceitos e para a promoção da inclusão”, destacou.
O Transtorno do Espectro Autista é uma condição do neurodesenvolvimento que afeta a comunicação e a interação social, podendo também envolver comportamentos repetitivos e padrões específicos de linguagem. Por se tratar de um espectro, os sinais e o nível de suporte necessário variam de pessoa para pessoa.
Embora não tenha cura, o tratamento contribui para o desenvolvimento de habilidades e para a melhoria da qualidade de vida. As abordagens incluem intervenções não farmacológicas, de caráter multidisciplinar, envolvendo profissionais como médicos, fonoaudiólogos, psicólogos, terapeutas ocupacionais e pedagogos, podendo, em alguns casos, ser associadas ao uso de medicamentos.
No município, o atendimento à população com TEA é realizado por meio dos Serviços Especializados de Avaliação Multiprofissional (Seam) e de Reabilitação de Deficiência Intelectual (Serdi). O acesso ocorre por meio das Unidades Básicas de Saúde (UBS) e do Departamento de Saúde da Mulher, Gestante, Criança e do Adolescente (DSMGCA), com encaminhamento pelo Sistema de Regulação (Sisreg). A investigação diagnóstica e o acompanhamento especializado também contam com a atuação da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae).